Coisas Minhas

Perfil




Amigos

Arquivos




12/11/2006 19:51
O meu mundo

É aquele que cai.
Que sai da órbita.
Que quando risca o céu faz barulho estridente.
Que gira, gira, gira insano.
Que nunca consegue parar ou ir pra frente.
É aquele escuro entre as estrelas.
Aquele que todo mundo vê e não vê.
De riqueza natural imensurável
Que defino como confusão e mistério.
O meu mundo às vezes quer morrer.

enviada por sereníssima



22/02/2006 16:36

Ando,
seguindo a minha sombra.

muito tempo atrás de mim,
algum tempo a frente,
nunca me alcanço

E só sei que ainda estou por aqui
Porque a luz não me atravessa.

enviada por sereníssima



08/02/2006 14:46
Nestes dias áridos eu já tentei de tudo. Fingi que não estava acontecendo nada e nada aconteceu. Tentei ser outra e a outra se tornou eu. Afoguei várias noites minha mágoas, dormia em águas, acordava seca, sedenta, atordoada. Tentei e consegui curtir pequenas coisas, fumei muito, dormi pouco me alimentei mal, me estressei, cansei, regressei, descansei, me meti em mim, cansei de mim, cansei de descansar. Me juntei a poeira, me soltei ao ar. Hoje vivo em suspenso e sinto-me insalubre.
enviada por sereníssima



11/01/2006 14:41
Mundos

Cada um tem o seu
Eu tenho culpa do meu estar tão distante de todos os outros?
enviada por sereníssima



05/01/2006 13:16
Vago

Nestes dias cheios
vago.

E de noite, os recordo
como imensos vazios.
enviada por sereníssima



24/11/2005 17:20
No meu quarto bagunçado
tudo espera um lugar
que tenha bastante sentido estar.
Inclusive a menina, que na cama dorme,
cansada de tanto evitá-lo.

enviada por sereníssima



17/11/2005 14:40
Resignação - o cigarro em minha vida!

Se tem que ferir-se que seja o seu corpo.
Mantenha o seu ego abstraído,
Displicente, que seja!
Mas não refreia-te o direito de evitar o que te ojeriza,
Nem de xingar o que te horroriza.

----------------------------------

Retirado de um planfeto da chapa Chapa “Para Mudar a ENECOS: por uma representação combativa!”. Que afirma que quem elegeu o PT acredita numa resposta positiva para essas perguntas.

Crescimento econômico trará distribuição de renda? A “aliança entre capital e trabalho” será capaz de melhorar suas condições de vida?

Didio, mãe, quero as respostas de vc´s.
enviada por sereníssima



04/11/2005 15:14
Incoerência

Não sei se sou muito
Ou muito pouco
Adaptável.
Quando a vida
Abre um parentese
Eu devo seguir o texto
Como se não fosse nada?

enviada por sereníssima



23/10/2005 11:11
Mulher do espelho 3 ou 4

Tranquei uma mulher no banheiro.
Não costumo ser cruel assim.
Mas sei que se a soltar ou a der ouvidos
Ficarei com ela e perderei todos os outros sentidos

-------

A minha caneta está contida.
O seu silêncio, facilmente, se traduz: -Viva!

-----

Vida, agora você leva o barco!
Sabes pra onde me leva?
Confiarei em ti.
Me agarrarei a ti.
Me leva!
E eu vivo sem leme.
Quado eu enxergar no horizonte a terra firme
O retomo.

-------

Luca 2

Grande alegria a todo movimento
Corre pra ká
Vem curtir um pouco comigo
Vida,
Te espero feliz
Vem brincar e papear com a mamãe
Me conte todas as suas histórias
Vamos inventar outras pro futuro.
De que vale o tempo a passar
Sem você
Alegria crescente
Marcador do tempo que mais vale
Não tem dinheiro que pague uma hora do seu dia
Preciosidade
Nada na vida recompensa tua ausência
Toda a sua fantasia
É muito mais verdade
Do que as que tentam me incutir
E as únicas que eu aceito
É que passará logo
E que você, por enquanto,
Ainda é a alegria
crescene, contagiante,
importante, como sempre vi e quis.

------

Silêcio e escuridão,
Uma imensa paz externa
e eu me opondo a ela.
Com todo o rebuliço, a ânsia,
as reivindicações fervorosas se propagando em mim,
O silêncio, a escurdão e a paz que vão pras cucuias.

-----

Juntei fios dágua e formei um caldaloso rio
Boiei, nadei, afundei, curti como só eu sei.
Peixe que sou não me afastei das águas.
Brindei ao rio, mesmo quando em corredeiras,
Esbarrava em pedras duras e pontiagudas.
Decidida a encontrar um lugar menos rude
Desviei e voltei aos fios d´água
Mas depois de tanto esforço
Me vejo presa em tão pouca água.

-----

À mera, gratuíta e insistente expectativa

De que adianta te dar bola?
Eu nem você somos de jogar
Nesta dialética vida
Em que quem joga
Joga fora
Você insiste
E eu insisto
Espero de você mais que jogo
Mas você insiste em ser fantasia
Vestuário inadequado para andar nas ruas
Alegoria inacessível pra pessoas simples como eu.

enviada por sereníssima



01/10/2005 15:50
Semana pela democratização da comunicação

A palavra “comunicação” deriva do latim “comunicare” e significa
“tornar comum, compartilhar, trocar experiências.” De acordo com o educador
Paulo Freire: “somente na comunicação tem sentido a vida humana”. A
pergunta é: que sentido os meios de comunicação brasileiros têm dado à vida
humana? Será que prezam pela dignidade de todos os seres humanos? São
democráticos ou formam monopólios? São plurais e respeitam a
diversidade?
 
A proposta é debater e refletir sobre essas questões na III Semana
Nacional pela Democratização da Comunicação que acontece de 3 a 9 de
outubro. Em todos os estados do país, diversos eventos vão mostrar à
sociedade que uma outra comunicação é possível!


enviada por sereníssima



25/09/2005 20:53
SISTEMA

SIDEC, SIDOC, SIVAT, SICCP, SISMN,
SIABE, SIARP, SICOB, SICEX, SICNS
SI ADEQÜE ao SISTEMA

SI PLANTE
SI ESQUEÇA de SI
SI ORGULHE de SI
E SI DER SORRIA!


enviada por sereníssima



19/09/2005 21:20
Neste momento não me arrepio
nem pelo susto de ontem
nem pela incerteza de amanhã.

Me acostumei com a falta que quase sempre sobra em mim
Aprendi com você a não ser triste nem feliz.
Mas até agora não consegui me enganar tanto assim.

Em tempo tenho tranquilidade o bastante.
Pois tudo o que tenho nada é pela metade.

Trago em mim
amizades inteiras, grandes amores e a certeza de que a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros.

*Especialmente para: Ricardo, Morgana, Kaike, Black, Emanuel, Rogério, Felipe, Álvaro, Mário, Chimelly, Eve, Lino, Rose, Mário, Dayse, Kátia, Isis, Lins, Dedé, Dani, Aladin, Rom, Keu, Thaty, Danilo, Sophys e Deisa

--------------------
Corre menina
Foge mais uma vez pro mundo de Yemanjá
Voe um pouco e vá cavalgar com São Jorge.
Já que a realidade, tão concreta e carente
Não pode se completar com qualquer magia.

Se dê um tempo de descanso e fantasia
Perdoe o mundo que não te perdoa
Por querer dividir tudo com ele
Perdoe o mundo que não te perdoa
Por querer integrar/entregar sua vida
Numa realidade tão à toa
que só sua magia pode transformar.

Viva a magia que você traga e traz!


enviada por sereníssima



20/08/2005 21:09
Do querer

O que eu queria
Nunca encontro.
Mas sempre encontro quem me queira

Quem me queira mesmo que eu não queira
quem me queira e nunca me esqueça
Só esqueça, sempre, quem sou eu!
Quem me queira tanto bem
Que só queira quando estou bem.
Quem me queira tão inteira
Que eu não queira na vida mais nada ou ninguém.
Só não encontro quem me queira
Viva, falha, sonhadora, eu


Labirinto

Quem sabe eu encontro nesse labirinto de rostos estranhos
De quem tanto me desconhece
Algum familiar

Não sangue do meu sangue
Mas olhar do mesmo olhar.
Que não espera, sempre, eternamente,
Que eu me afirme e reafirme.
Que nunca duvide, como outros,
De quem sou.

Ou quem sabe eu saia de repente,
Desse caminho sem fim das necessidades alheias,
E me descubra alguém.
E me veja novamente cercada,
Mas de verdadeiros amigos.
enviada por sereníssima



18/08/2005 05:37
Nascente

Virar a noite solitária pode ser bom,
Mas quando chega a manhãzinha,
O nascer, como o pôr do sol,
É triste e gostoso,

Sensação de recomeço,
Ânsia, solidão,
Silêncio morno,
Os pássaros acordando,
Mais nada ou ninguém.
Nada melhor que entregar-se ao sono.
Só ele pra te possuir.

enviada por sereníssima



14/08/2005 04:26
Tem umas coisas que eu vou colocar às vezes aqui que vão ser bem direcionadas. E ainda por cima o(s) destinatário(s) talvez nunca leia(m).

Despedida

Nessa avenida de duas vias
Eu pra um lado
Você pro outro
Devagarzinho
Num só engarrafamento.


Esperança

Minha eterna amiga
Some de vez em quando
Às vezes penso que ela me esqueceu
Nunca sai do meu coração
Mas não há nada melhor do que quando a reencontro pela vida a fora!!!

Viva, viva, viva!!! Acabou o tempo de espera!!!

enviada por sereníssima



10/07/2005 16:13
Dido,
Só agora eu entendi o que é mini. O negoço é que só tem mini branca gelo e de cabelo liso, mulata ou negra. Então... a minha ficou bonitinha não ficou?
Pelo menos o estilo parece comigo mesmo!

enviada por sereníssima



27/06/2005 16:38
Enterrei minhas fantasias

Enterrei minhas fantasias, transpassei meus sonhos e superei minha crendice no destino. Comecei a acreditar nas minhas próprias forças, acho que pela primeira vez. Foi isso que tanto busquei durantes anos a fio. Parecia tão impossível quanto agora parece normal. Sei que posso se tento, não sei quanto preciso tentar e nem quanto posso, mas se soubesse acho que nem tentaria. Seria um destino monótono prever as lutas que ganharia e perderia. E/ou quando e como as faria. Iria querer empenhar mais esforço do que o necessário. Ou perder todas as lutas querendo vencer esse destino fatídico. Ou talvez não quisesse mais nada, e por nada lutasse prevendo quão sem graça seriam as conquistas.
Depois de meses consegui novamente encarar o espelho, e a menina que vi não me olhou com pena, raiva ou compaixão. Ainda assim lançou-me mais uma vez uma pergunta perturbadora. Por isso a temi por tanto tempo, pelas inquisições que me fazia. E agora o que fará? Ela é capaz de uma persistência estupenda (que eu sempre invejei tremendamente) para cessar suas dúvidas, e de uma mudez e uma apatia espantosas quando sou eu que ansio respostas. Passo horas a instigá-la a me responder, a xingo e ela consegue me consternar imensamente permanecendo imóvel, intacta, como uma estátua ou um fantasma. Passou muito tempo sendo essa companhia desagradável que me rodava e eu fingia não perceber. Mas agora eu ri da sua pergunta, ri e respondi que faria tudo, tudo o que sonhasse.

Enterrei minhas fantasias, esqueci meus sonhos e superei minha crendice no destino. Comecei a acreditar nas minhas próprias forças, acho que pela primeira vez. Foi isso que tanto busquei durantes anos a fio. Parecia tão impossível quanto agora parece normal. Sei que posso se tento, não sei quanto preciso tentar e nem quanto posso, mas se soubesse acho que nem tentaria. Como não tento agora, pois não acho meus sonhos e fantasias. Não tenho inspiração para querer, querer o que desse mundo sóbrio e concreto demais? Espero que ele tenha paciência comigo.

--------
O mundo e eu esperamos

Quando fui o que o mundo esperava
Esperava o que com isso?
Eu já fui o que o mundo esperava?
Sempre me tomou um quê de revolta
E nunca fui o que o mundo esperava
Sempre me tomou um quê de revolta
Por nunca ser o que mundo esperava
Sempre me tomou um quê de revolta
Por nunca saber o que o mundo esperava.
O mundo esperava, esperava... espera
Por nada.
Eu esperava que ele esperasse por mim?
Pobre coitada,
Esperava nada!

Nunca coube no mundo
Até que estiquei
O mundo e eu. Não muito!
Joguei álcool e THC na sobriedade do mundo,
Também um pouco de poesia e loucuras instantâneas,
Todos os dias
Eu, menina levada,
Sento nos muros do mundo
E com o que encontro ao alcance
Desfaço
A concretude.
Ainda o mundo é sóbrio e concreto.
Ainda por cima ele de mim nada espera.
Mas eu espero,
e juntos,
um dia nos aceitaremos
Da forma louca e inconsistente que temos.

-------
Entrelinhas

Tenho muito espaço em branco
Pouco nele escrito,
E quando leio convicta
De que encontrarei respostas
Ressoam perguntas convulsivas
Que irrompem os sentidos de meus versos
Pesam no equilíbrio e na linearidade
E eu não sei o que penso.

Depois de secas as larvas
Descansam enigmáticos os vulcões
Nos pedaços brancos de papel
Entortadas as linhas de cima e de baixo
E cruzadas com pedras magmáticas
Até que eu as leia denovo.

enviada por sereníssima



18/06/2005 04:09
Forjadores de destinos (pra botar numa peça que eu já escrevi o esqueleto e alguns pedaços)

Eu acho que comecei a ser atriz a partir do dia que minha mãe contou pra alguém, na minha frente, que eu mentia mal pra burro. Que eu arregalava o olho e encarava bem ela quando queria mentir. Mas a minha vontade veio antes disso. Tanto que eu arregalava bem os olhos e encarava a minha mãe quando queria mentir, porque na televisão os personagens costumam desviar o olhar e abaixar a cabeça. Desde então, deixei de levar a televisão tão a sério e comecei a observar eu mesma. Comecei a fingir que eu acreditava nas mentiras que contava e elas se saiam tão bem que às vezes pareciam nem precisar de mim. Isso começou a me dar medo!!!
Pra substituir uma certa mania, que de repente eu adquiri, de mentir. Eu parei de me observar e comecei a observar os outros. Um primo meu começou uma mania de chamar todo mundo de tio e tia, eu achei legal, só que envelhece um pouco as pessoas. Então eu comecei a chamar todo mundo de moço e moça. Depois eu descobri uma utilidade imensa nisso: ajuda a disfarçar a minha falta de memória. Comecei a explorar um pouco as minhas, já bem expressivas, expressões faciais. A ser um pouco irônica. Tentando ser engraçada. Uma vez ou outra dá certo, tá! Hein?! A digam que dá, sejam amáveis comigo afinal, pelo menos eu tento pô!!! Eu faço isso por vocês, tá! Pra fazê-los felizes!!! Meu irmão é que é muito bom nisso. Eu aprendo umas coisinhas com ele às vezes, mas o original sempre é melhor.
Estou fazendo faculdade de jornalismo, porque teatro não dá dinheiro. Jornalismo também não, na maioria das vezes. Mas é uma profissão respeitada. O povo acha que eles falam a verdade. E que o que eles falam é importante. Dão um crédito danado aos jornalistas. Por isso que eu resolvi mesmo ser atriz! Também porque é mais fácil ser atriz por idealismo do que jornalista. Sendo atriz eu posso falar a verdade, e a mentira, que eu quiser e da forma que eu quiser! E pode ser que elas sejam mais importantes do que as que saem no jornal. Além disso sendo atriz eu posso ser pobre o resto da vida que o povo vai entender que foi uma opção minha! Sendo jornalista o povo vai estar sempre esperando eu ganhar dinheiro e eu vou acabar sendo uma frustração pra minha família!
Bom eu acho que eu usei pouco esse espaço até agora pra falar mau de quem devia, e bem também. Sei lá. Fica pra depois isso. Então, por enquanto, eu só queria dizer, já que o meu tempo acabou, que o nome do grupo devia ser Forjadores de Destinos.

* Blog do meu irmão. Não dá pra competir com ele!

enviada por sereníssima



09/06/2005 01:27
Coisas Minhas

Podia ter um sonho só:
Concretizar tudo.
Tudo o que tenho
Nada de concreto
Coisas que me tocam e eu não pego.

Coisas grandes,
Passam e me levam
Num alvoroço gostoso
De coisa dividida.

Para muitos,
Ponto de partida
Coisas esquecidas pelo caminho.
Para mim caminho e meta.


Vida

Em mim, há tempos, crescia uma coisa grandiosa. Fisicamente pequena, afetivamente imensa. Mudava minha estrutura, a minha cabeça, me enchia de fome, sono, expectativa vontade de viver. Meu corpo passou a ter uma importância que para mim nunca tinha tido. Ele era meu cúmplice na criação de um novo ser e na recriação de mim mesma.
O menino que crescia em mim dava cada vez mais sinais da sua personalidade agitada e a minha expectativa crescia junto com a barriga. O nascimento de Luca estava previsto pra Julho, a partir do dia 3. Ele não queria esperar mais, ele não é dado a isso. Por volta da meia noite, eu esperava não sei o quê (ou sei?). Tinha programado dormir cedo, porque não estava dormindo bem há dias com aquele barrigão que não cabia em mim, e, porque finalmente tínhamos terminado de lavar o enxoval que enfeitava todo o varal nos arredores da casa. Mas precisava fazer algo antes de dormir, não sabia o quê até a bolsa estourar e as dores começarem. Esperei um pouco para ter certeza. Entre a primeira e a segunda cólica demorou apenas 15 minutos. Ele tinha pressa. Eu tinha paz, dor e expectativa. Minha família tinha tudo isso e muito medo. Minha mãe corre pra um lado, pro outro, liga pra várias pessoas arruma as coisas de Luca, grita com Ana. Eu pergunto o que eu faço.
- Fica calma Luciana!
- Eu to calma mãe, só queria ajudar! Agora já você!
- Tá, tudo bem filha, então pega algumas roupas pra você vestir lá. A gente já está indo, viu?
- Ta mãe, agora fica calma, ta?
Minha tia liga falando pra gente esperar um pouco porque provavelmente ainda ia demorar muito até Luca sair.
- Fica calma Lessi!
- Eu estou calma, porra! Mas Luciana está tendo cólica de 15 em 15 minutos, Luca vai nascer daqui a pouco, e eu não quero que seja no carro.
Tudo pronto. René chega e partimos para o hospital. René dirige, minha mãe me “apóia” (tenta se controlar).
Na recepção todos nervosos, menos eu, minha tia e minha avó. Minha calma passa um pouco pra René. O nervosismo do meu irmão passa um pouco pra mim.
- Ninha você está bem? Deita aqui. A gente já vai viu?
- Quer alguma coisa?...
- Dido senta e fica quieto que você andando de um lado pra outro está me agoniando.
Subimos, Marilena (a obstetra) faz exame de toque. Dilatação suficiente.
- Prepara a sala de parto! Vamos subir!
A dor vai aumentando, meus ossos se contorcem, parece que vão quebrar. Me botam de uma cama pra outra, me largam sozinha num corredor, abre-se a porta, na sala de parto, anestesia sem efeito imediato, dor, dor, dor, dor, força (qual?), tesoura, neném. Lindo, ensangüentado, abre os olhos, olha pro pai, pra mim, pro peito, o procura com a boca e eu o ajudo a sugá-lo. Dói, mas não há momento mais intenso, mais lindo, mais triunfante.

Tem muita gente que tem traumas, medos... Eu não tinha e pude curtir esse dia de fomar tranquila e intensa ao mesmo tempo. A crônica conta alguns detalhes, eu me lembro de outros tantos. Mas por mais que eu fale, ninguém pode imaginar isso sem viver. Se eu pudesse reviveria mais um tanto de vezes. Mas me responsabilizar por um só já é uma coisa muito grande. Tanto que às vezes dá medo!!!

Movimento estudantil

Escreve baixinho! Não deixe o sentimento expandir pela boca e mostrar o alto tom que ele tem.
Agora todos dormem. Precisam descansar o corpo e a mente. Porque andamos vivendo muito.
Se você quiser ainda poderá: rir sozinha, chorar, ou cochichar pro espelho, ou pra cúmplice parede de cal.
Viva hoje só mais um pouquinho. Também precisas de descanso. Amanhã tem mais sonhos para realizar e pessoas para compartilhar sonhos e vida.
A esperança que nos faz nos dedicar é a força que gera essa gente unida. Porque temos muito porque lutar. E tudo o que nos falta ou nos faz mal, continuará até que achemos uma saída.
Os nossos problemas não são poucos e atingem, de certa forma, a todos.
Talvez se todos soubessem o que lhe falta e o que lhe sobra.
O que se perde ao dividir uma sociedade por critérios “fortes” como o dinheiro:
a paz, as noites de sono, a leveza na consciência, a convivência com muita gente que só não tem valor material; enquanto outros perdem o alimento, a assistência, a oportunidade de aprender a ler e escrever, e de conhecer tanta coisa.

Eu escrevi depois de uma assembléia na residência universitária (ocupação) da UESB

Além disso
Além disso tinha um outro texto que eu fiz o favor de sumir. Mas quem sabe um dia aparece.

Aqui chove

Estou em Salvador e não tenho tido muita oportunidade de curtir uma praia. Sabia que ia acontecer. Já não é a primeira vez. Da última vez que vim aqui choveu tanto quanto não chovia no mês de abril aqui há 6 anos. Mas eu não sou do tipo egocêntrica e falava só de brincadeira que era implicância comigo, até Ana me falar hoje que está previsto chuva por mais 11 dias. Eu vou embora daqui há 11 dias exatos!!!

enviada por sereníssima






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)